Em crise, Comil, fabricante de ônibus de Erechim, pede recuperação judicial

Dívidas da gaúcha Comil chegam a R$ 450 milhões. Em setembro, fechou unidade em São Paulo, demitiu 850 funcionários e reduziu a produção na unidade do Alto Uruguai

Dívidas da gaúcha Comil chegam a R$ 450 milhões. Em setembro, fechou unidade em São Paulo, demitiu 850 funcionários e reduziu a produção na unidade do Alto Uruguai


Foto: divulgação


Em comunicado publicado nesta terça-feira (13), a Comil, fabricante de ônibus com sede em Erechim, informou que deu entrada no processo de recuperação judicial na última segunda-feira. No texto, a companhia afirma que o pedido é fruto da crise enfrentada pelo setor industrial automobilístico. "Nos últimos três anos, o mercado de ônibus caiu mais de 60%, atingindo níveis de mais de uma década atrás que, associado aos baixos preços e volumes praticados se tornaram insuficientes para cobrir os custos de produção", diz a nota.

O documento classifica como "medidas duras e traumáticas" o fechamento da unidade de Lorena (SP) e as demissões na planta de Erechim. Para combater as dificuldades, a empresa ingressa com o pedido de recuperação judicial na comarca de Erechim. Se o pedido for aceito pelo Judiciário, a empresa passa a elaborar um plano de reestruturação com o objetivo de manter operações e empregos e sanar dívidas, estimadas pela companhia em mais de R$ 450 milhões.

Em entrevista coletiva, os advogados da empresa declararam que a Comil não pretende ajuizar pedido de falência. Segundo a especialista Juliana Biolchi, o processo de Recuperação Judicial permite que a recuperada mantenha a produção e com isso permite a manutenção da função social da empresa, seu produto e a geração de empregos.

"Por mais que a recuperação possa causar impacto no mercado, ela dá condições para que a empresa continue gerando receita e mantendo suas atividades e é por isso que não deve afetar clientes e colaboradores, o que aconteceria se houvesse a falência e o encerramento das atividades", pondera. No que diz respeito aos fornecedores e credores, cada caso é único, porque contratos contém cláusulas específicas e são analisados individualmente.

Saiba mais sobre como funciona a recuperação judicial clicando aqui.



Tags: recuperação judicial comil fabricante de ônibus juliana biolchi erechim

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