Empresas entregam em média 40% do faturamento ao fisco

"Valor é relevante para a atividade empresarial e não deve ser ignorado, mas controlado" afirma Juliana Biolchi, especialista em direito tributário.


Até a metade do mês de agosto, a União superou a marca dos R$ 1,2 trilhão em impostos arrecadados, de acordo com o impostômetro da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). Em 2015, a marca foi registrada alguns dias antes, o que demonstra queda na arrecadação. Mesmo assim, o valor é expressivo, especialmente porque a maior parcela dele saiu do caixa de empresas que geram empregos e renda. A fatia do fisco é, em média, 40% do faturamento, de acordo com o Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT).

É um percentual alto: "40% do faturamento é muito dinheiro, especialmente em um período de recessão. Porém, com a aplicação de ferramentas de administração tributária podemos tornar mais eficiente o controle das operações sobre as quais incidem tributos", explica Juliana. A advogada reforça que planejamento e adequação de procedimentos podem reduzir consideravelmente o comprometimento com tributos federais, estaduais e municipais.


O empresário pode, por exemplo, combater a perda de créditos fiscais, corrigir erros de interpretação e execução no cumprimento das rotinas fiscais, evitar contingências fiscais (multas e sanções) e o pagamento indevido de tributos. A advogada resume essa atuação no planejamento tributário: "Diz respeito a implementação de formas legais de promover economia tributária", pontua.

Ao rever procedimentos tributários, escolhendo a melhor forma de administrar os custos, além de promover economia, o empresário está defendendo seu negócio. "É um cuidado essencial. A ideia é que administração tributária seja focada em todos os departamentos que geram custo tributário dentro da empresa, para identificar procedimentos que podem ser substituídos por outros que gerem menor impacto", defende Juliana Biolchi. Atuar antes do fato gerador é o principal foco destas ações.



Tags: finanças empresariais finanças corporativas Juliana Biolchi crise redução de custo direito tributário planejamento tributário administração tributária faturamento carga tributária

VOLTAR
  • Facebook
  • Telegram