Redução de exigências para crédito com garantia de imóveis deve incentivar mercado

Para estimular a retomada da economia, um dos setores em que o Banco Central aposta é o mercado imobiliário. O presidente Roberto Campos Neto tem apontado para a criação de uma série de medidas que pretendem destravar o crédito – entre elas, a redução das exigências para o chamado home equity, empréstimo de longo prazo que tem imóveis como garantia. A modalidade é comum em diversos países, mas representa somente 2% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro.


Na avaliação do administrador Adriano José da Silva, esse cenário representa uma grande oportunidade para expansão do crédito no país. “Ao reduzir custos e facilitar a operação, a iniciativa do Banco Central deve resultar em menos juros para o consumidor”, destaca o especialista da Biolchi Empresarial.


Coordenador da área de Inteligência de Mercado e Cenários Econômicos, Silva acredita que o potencial brasileiro para expandir o mercado de crédito imobiliário é muito grande. “O volume de home equity deve passar para 20% do PIB em 20 anos. Estamos falando de cerca de R$ 500 bilhões nas próximas duas décadas”, aponta.


Segundo ele, consumidores já estão atentos às despesas com juros. Por isso, operações de home equity podem ser atrativas, gerando liquidez a bens de valores elevados e movimentando o crédito a longo prazo no país. "Apesar de ainda representar uma pequena parcela de mercado, essa modalidade já oferece condições interessantes, com juros de 1% ao mês e prazo de 20 anos. É uma oportunidade para alavancar novos negócios e aumentar investimentos, ampliando resultados e, consequentemente, abrindo mercados", ressalta o administrador.

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