Tímida, porém confiante: uma análise esperançosa para a economia



Com propósito de contribuir para a formulação de estratégias empresariais para o ano de 2022, a FDC Médias Empresas realizou uma pesquisa e buscou analisar o ambiente de negócios e seus panoramas para o próximo ano, tendo em vista todas as mudanças que o período de Pandemia de Covid-19, trouxe.


Com as medidas de restrição se tornando mais flexíveis, uma das pautas mais comentadas é sobre a retomada da economia (brasileira e mundial). Nesse sentido, é natural que haja uma certa esperança em relação ao panorama que assustou tantos negócios e setores.


Mas, apesar da sensação de otimismo, a cautela e a atenção precisam andar ao lado das expectativas de 2022, uma vez que as implicações que a Pandemia trouxe, ainda nos acompanharão por um bom tempo e tendem a refletir significativamente no ambiente de negócios do próximo ano.


Dentre as mudanças causadas por esse cenário, algumas se destacaram pelo maior grau no impacto direto para as médias empresas, uma vez que seu desempenho esteve diretamente ligado à capacidade de se adaptarem e agilidade na tomada de decisões.


Na primeira análise feita pela FDC Médias Empresas, foi constatado que, ainda que as empresas tenham tido queda em suas receitas, suas margens cresceram. Segundo a pesquisa, a queda da receita líquida das empresas analisadas, foi de 4,42%. Ainda assim, essas mesmas empresas obtiveram um crescimento da lucratividade.


Em relação aos prazos, os aspectos foram positivos. Dentre eles, o ciclo financeiro reduziu em quase 10 dias. Isso faz com que o capital de giro das médias empresas não seja tão necessário. Da mesma forma, como aspecto positivo e sobre a evolução das contratações nos setores da Indústria, Comércio e Serviços, não houve diminuição significativa no número de empregados.


A indústria foi o setor que mais sofreu: dos três setores foi o que apresentou menor queda de faturamento, ao mesmo passo em que mostrou crescimento no lucro líquido e na quantidade de funcionários.


Já no comércio, denotam uma queda em receitas com indicadores de lucratividade menores do que os dos outros setores (indústria e serviço). E, quando o assunto contratação, este foi o setor que mais cresceu, chegando a aumentar seu quadro em 20%.


Nos impactos negativos, a preocupação aumenta em relação ao faturamento, no ramo dos serviços que, apesar de um aumento na sua receita líquida, teve uma redução significativa no período de pagamentos, diminuindo o seu período de recebimentos.


Assim, em que pese a queda de faturamento, os setores cresceram suas margens (bruta, ABITDA e líquida). Segundo a FDC Médias Empresas, por conta de serem altamente adaptáveis, as médias empresas conseguiram atingir margens maiores do que o esperado, criando ambiente otimista para a retomada da economia.


Em síntese, são quatro os fatores que merecem destaque e atenção para tomara de decisões nas médias empresas, em 2022:


1. Alerta para o cenário internacional: com o aumento dos preços da energia, petróleo e derivados, bem como a diminuição do crescimento da China podem intervir na economia do Brasil.


2. A inflação: por diversos motivos conjuntos, a inflação deve ser levada em conta na hora do empresário tomar suas decisões. O ano tende a contar com o processo inflacionário, o que pode afetar a vida das médias empresas.


3. Alta das taxas de juros: com o aumento das taxas de juros, as despesas, custos e o consumo das pessoas mudarão. Sendo assim, importante que as empresas tenham muita cautela e consciência no momento de gerir seu caixa.


4. Equilíbrio fiscal deve ser mantido pelo governo: com os novos programas de transferência de renda e de acordo com o teto de gastos, o governo deve gerar confiança ao mercado. Se isso acontecer, a economia deve sofrer menor interferência política.


Portanto, apesar do panorama positivo, ainda é preciso cautela e ponderação para que a tímida retomada econômica com características em “V”, caminhe com mais velocidade. Um dos fatores que tem influenciado, é o avanço da vacinação, que oferece ligação direta com a melhora do cenário, sendo que sua eficácia contra as cepas do Covid-19 contribui muito para a reintegração da economia mundial. O fato é que a esperança existe e se mostra cada vez mais confiante para seguir adiante, para todos os setores e serviços.


Texto elaborado pelo Time Empresarial da Biolchi Empresarial.